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Som dos Sentidos ♥

Tudo e mais alguma coisa. E gatos. E revolta.

Amor.

Fevereiro 28, 2010

 

 

Quando era pequena, achava sempre o amor tão enfadonho ! O que via na tv, parecia-me mesmo fantasia demais.Achava que todas as  mulheres davam importância demais ao amor, como se fosse um objecto que todas tinhamos que ter como adereço para estar-mos bonitas. Cresci e continuei a achar o mesmo! Vi-a todas as minhas amigas a chegar, ora tão felizes ora a chorar porque os namorados as tinham deixado ou o rapaz de quem elas gostavam não gostavam delas. Lá no meu íntimo eu ri-a , porque era tudo tão desnecessário! É claro que eu também tinha uma paixoneta, aliás toda a minha primária estive sempre fixionada por um rapaz que nem me ligava nenhuma ! Mas isso nunca me afectou muito, era mais como um jogo estão a perceber? Acho que a palavra "amo-te" nunca circulou muito na minha boca durante a minha infância. Chorar por amor era uma tolice e correr por ele era outra ainda maior, não tinha qualquer necessidade em ter alguêm que só me quisesse para mostrar que tinha namorada, porque acho que é assim que funciona quando somos pré-adolescêntes (que termo feio!).  Nunca pensei demasiado no amor, é claro que desejava crescer e encontrar alguêm e casar e blábláblá, sonhos de criança. Entretanto e cresci, e um dia o amora acabou por me derrubar e afectou-me realmente a fundo. Se calhar, não houve tanto amor como paixão , essa sim houve. Paixão foi o que não me faltou nessa altura, quando me apaixonei verdadeiramente pela primeira vez . Mas aí é que a minha ideia de que sofrer por amor era desnecessário ainda se reforçou mais, porque onde tudo era tão perfeito não podia haver sofrimento pensava eu. Quando as coisas começaram a correr  mal e tudo acabou, eu sofri.Sofri como todas as mulheres com tinha gozado anteriormente, como todas as minhas amigas que eu nunca questionei a razão de tanto sofrimento.Eu realmente sofri, e se calhar sofri tanto e foi tão marcante porque foi a primeira vez que assim me aconteceu. Apartir desse momento, cheguei à conclusão que amor continuar a ser algo pelo qual sofrer seja desnecessário mas correr por ele é uma necessidade que todos nós guardamos dentro do peito . 

{Um dia vou sentar-me e contar a minha história, talvez na esperança de transmitir uma mensagem a quem me estará a ouvir.}

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